No Corvo....algures virada a Sul.




A câmara n.º 1 chegou à Ilha do Corvo e a esperá-la esteve o nosso amigo João Medeiros da Câmara, responsável pela realização do projecto a nível local.






Depois de verificada a integridade da câmara, foi a mesma levada para o local onde permanecerá a captar o tempo e luz do Corvo.

O local escolhido, no exterior, obrigou à protecção da câmara e à reserva quanto à sua localização, através da sua colocação no interior de um frasco transparente, dissimulado na natureza.

Durante o tempo que o tempo permitir esta ficará algures, nesta Ilha no meio do Oceano, guardada pelo nosso amigo.

Sabemos onde se encontra, e podemos dizer que captará perfeitamente a paisagem e a passagem do Sol.

O facto de estar virada a Sul permitirá registar o ponto em que o Sol, no seu movimento aparente, está mais alto, como que o ponto máximo de uma função de 2.º grau, ou de uma onda. 


Por outro lado, a colocação no interior de um frasco levará a uma eventual distorção na imagem, mínima, mas impedirá que sofra chuva directa e, em bom rigor, ajudará a produzir uma imagem única.


Quem quiser contactar o responsável local pelo projecto, poderá fazê-lo através deste Blog ou pela sua página de Facebook  ou através do indicativo radioamador CU9AC.

Se a encontrarem, por favor não lhe toquem.




Recordamos o propósito deste projecto, denominado de #azores_in_a_can


Projecto #Azores_in_a_Can 

Propomo-nos, sem qualquer tipo de financiamento, apenas recorrendo à colaboração dos amigos e dos parceiros actuais e futuros, realizar uma pioneira recolha de imagens de todas as Ilhas Açorianas através desta técnica (Solargrafia), com vista quer à divulgação da fotografia, quer dos Açores, quer da própria ciência. Para tal começaremos numa primeira fase pela construção das câmaras escuras que serão utilizadas no projecto. Depois colocaremos o material sensível dentro delas. Elaboraremos um pequeno manual de utilizador para os nossos parceiros que irão tirar fotografias com elas. Durante esse período procuraremos parcerias com indivíduos e instituições, que irão colocar as "máquinas fotográficas do tempo" nas suas casas, sedes, jardins.... Depois recolher-se-ão as máquinas e digitalizar-se-ão as imagens. Por fim, será organizada uma exposição, virtual e/ou física que procurará percorrer todas as Ilhas com vista a promover os objectivos iniciais. De todos esses passos iremos dar conta neste espaço. 

A existência de voluntários, sejam eles indivíduos ou entidades publicas e privadas, resulta de um processo de livre adesão, em que cada um, seja por curiosidade, amor à sua ilha, à ciência, à fotografia, decidiu juntar-se a uma equipa com presença em todos os pontos do Arquipélago.

E assim, em torno de uma ideia que concebeu uma caixa quase vazia, juntam-se homens e mulheres de todas as ilhas, na construção de um projecto que se torna comum.  


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